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O que é cefaleia?

Postado em: 26/05/2026

Cefaleia é o termo médico usado para descrever a dor de cabeça. Ela pode surgir como um sintoma isolado, passageiro, ou aparecer de forma repetida, interferindo no sono, no trabalho, na concentração e na rotina.

Em muitos casos, a cefaleia não está ligada a uma condição grave, mas isso não significa que toda dor de cabeça deva ser tratada como algo simples ou sem importância.

De forma geral, as cefaleias podem ser primárias ou secundárias.

As primárias são aquelas em que a dor de cabeça é o problema principal, como acontece na cefaleia tensional, na enxaqueca e na cefaleia em salvas. Já as secundárias aparecem como consequência de outra condição, como infecções, traumatismos, alterações neurológicas, pressão intracraniana aumentada e outros quadros que precisam de investigação médica.

Quais os sintomas de quando devo me preocupar?

A cefaleia tensional costuma provocar uma dor em pressão, aperto ou peso, muitas vezes descrita como uma faixa ao redor da cabeça.

A enxaqueca, por sua vez, pode causar dor mais intensa, pulsátil, com náusea, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

Já a cefaleia em salvas tende a ser muito forte, geralmente de um lado só, com dor ao redor de um dos olhos e sintomas como lacrimejamento, vermelhidão ocular ou congestão nasal. Reconhecer essas diferenças ajuda a entender que nem toda cefaleia se manifesta da mesma forma.

O que torna a cefaleia potencialmente perigosa não é apenas a intensidade da dor, mas principalmente o contexto em que ela aparece.

Uma dor de cabeça súbita, muito forte, que atinge o pico em segundos ou minutos, precisa de avaliação imediata. O mesmo vale para cefaleia acompanhada de febre, rigidez no pescoço, confusão mental, convulsões, fraqueza em um lado do corpo, dormência, dificuldade para falar, alteração visual ou perda de equilíbrio. Esses sinais podem indicar situações neurológicas ou infecciosas que exigem atendimento urgente.

Também merece atenção a cefaleia que começa após queda, batida na cabeça ou outro trauma, especialmente quando piora com o passar das horas.

Outro sinal de alerta é quando a dor muda de padrão, passa a ocorrer com mais frequência, fica mais intensa que o habitual ou deixa de responder como antes às medidas usuais. Mesmo em pessoas que já têm histórico de dor de cabeça, uma mudança importante no comportamento da cefaleia precisa ser valorizada.

Há ainda situações em que a dor não é explosiva, mas persiste ou retorna com frequência suficiente para comprometer a qualidade de vida. Nesses casos, a investigação também é importante, porque a cefaleia recorrente pode ter impacto funcional e, em alguns pacientes, sinalizar necessidade de diagnóstico mais preciso e tratamento direcionado.

Na prática, entender o que é cefaleia ajuda a evitar dois erros comuns: ignorar sinais de alerta e banalizar uma dor que se repete.

Nem toda cefaleia representa gravidade, mas algumas podem ser o primeiro aviso de que algo não vai bem. Quando a dor é nova, muito intensa, diferente do padrão habitual ou vem acompanhada de sintomas neurológicos e sistêmicos, procurar avaliação médica deixa de ser cuidado extra e passa a ser uma medida de segurança.

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Dr. Igor Mazar | Médico especialista no Tratamento da Dor.
(11) 97304-0306
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Viver sem dor é possível!


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